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Homenagem cedida pela SBMEE ao Dr. Maurício Leal Rocha (1917-2011)


Professor Doutor Maurício José Leal Rocha, nascido no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, em 27 de abril de 1917.

Atuou em diversas instituições prestigiosas como na Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio e Janeiro, Hospital Getúlio Vargas; Hospital Souza Aguiar, Instituto de Cardiologia, Hospital Pedro Ernesto e Hospital Miguel Couto. Dentre as entidades internacionais, foi pesquisador Fellow de instituições como: International College of Surgerous; International College of Angiology; American College of Sport Medicine e Bristish College of Sport Medicine. Como se de longe já não bastasse, o nosso professor também foi membro ativo da New York Academy of Sciences.

Além de sua diferenciada atuação como médico profissional, no âmbito acadêmico, sua jornada fez-se incontestável, sagrando-se Prof. Livre Docente por 2 vezes. A primeira em 1957 em sua atuação na cadeira de Radiologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro na UERJ. Já a segunda, relacionada com os princípios básicos de nossa especialidade, foi através da cadeira de Fisiologia Aplicada da Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil. Profundo conhecedor da fisiologia de exercício, atuou como Professor Auxiliar de 1964 a 1967 na disciplina de Fisiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ. A partir daí, passou a dedicar-se ao que podemos considerar como sendo a essência da busca pela saúde, ensinando e pesquisando na área da Fisiologia do Exercício, migrando para a Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ. O professor Maurício protagonizou o processo de ocupação e instalação da nova sede da Escola de Educação Física. Ele, na época como vice-diretor da profa Maria Lenk, iniciou suas atividades um ano antes da transferência oficial da EEFD. Nas novas instalações Dr. Maurício e seu grupo ofereciam serviços para atender ao Plano Nacional de Educação Física e Desportiva do MEC. Tal regulamentação foi criada pelo então Ministro dos Esportes, o Sr. Jarbas Passarinho. A última tinha como finalidade avaliar a aptidão física dos candidatos inscritos no vestibular para o curso superior de Educação Física. O Projeto Brasil foi outra atividade científica e de extensão universitária de dimensões épicas. O Dr. Maurício, com o objetivo de quantificar e avaliar o condicionamento físico do brasileiro, viajou com sua equipe para coletar dados do Rio Grande do Sul ao Amazonas. Nessa, e em outras ocasiões, o LABOFISE foi usado como modelo para implantação de Laboratórios em cidades como: Porto Alegre, São Paulo, Vitória, Juiz de Fora, São Caetano do Sul, Fortaleza, Manaus e Natal.

Professor nato, transferiu seus conhecimentos a uma infinidade de amantes da fisiologia do exercício. Como se não bastassem os 2 títulos de Livre-Docente, no final de sua carreira sagrou-se como Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialmente por suas contribuições essenciais à medicina e às ciências dos esportes.


Em poucas palavras, esse Ilustre Professor-Doutor, exprime a importância do movimento e da prática de atividade física:
“Com relativa freqüência, o médico é chamado para decidir se o
seu paciente pode ou não se submeter a exercícios físicos. Tal
eventualidade o coloca por vezes em situação embaraçosa. Hoje, é
um universitário que precisa saber se está em condições de
cumprir a lei da obrigatoriedade do treinamento desportivo;
amanhã um senhor que desejando sobreviver válido e eficiente,
procura no exercício físico o remédio para a doença hipocinética
da civilização atual.
A prática desportiva, parte integrante do ambiente cultural de
nossa época, é a razão mesma da freqüência da consulta. O
próprio exame clínico do passado, essencialmente estático porque
se fazia com o paciente em repouso, pode hoje ser encarado como
um crivo muito complacente.

A conduta do exame e a caracterização de certos achados clínicos
merecem comentários especiais...” (Maurício Leal Rocha)
Toda comunidade médica, em especial a Medicina do Esporte, está de luto pela passagem ao Oriente Eterno do pioneiro no Brasil na área da Fisiologia do Exercício. Em nome dessa comunidade, a SBMEE manifesta aqui seu pesar, transferindo-os a todos os familiares do Prof. Maurício e agradece, profundamente, os ensinamentos deixados que nos deram sustentação para militarmos nessa magnífica especialidade.


OBS: Agradecer ao Prof. Fernando que, através de sua homenagem nos forneceu subsídios fundamentais para este texto.


 

 

   
     
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