Suplemento
alimentar: bom ou ruim?
Usados
como complemento, eles podem melhorar a performance nos
treinos e até prevenir de doenças.
A comida além do arroz com feijão. Os suplementos
alimentares vêm ganhando cada vez mais espaço
na dieta dos brasileiros. Os motivos são os mais
variados: ganho na massa muscular, retardo na fadiga,
tratamento de doenças, melhora na performance durante
os treinos e por aí vai. Derivados da proteína
do leite e da clara do ovo, produtos como o Whey Protein
e a Albumina, respectivamente, são suplementos
protéicos, enquanto a MaltoDextrina, por exemplo,
complementa na ingestão de carboidratos. Além
disso, podem repor vitaminas, gordura e minerais.
Diretor
da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício
e do Esporte (SBME), Jomar Souza acredita que eles podem
ser bastante úteis para atletas de alta performance,
embora não sejam exatamente necessários
para corredores amadores que tenham uma alimentação
balanceada.
Alguns
pontos positivos Alguns pontos negativos
Melhora no desempenho Possível causa de dopping
Pode prevenir doenças Ameaça de insuficiência
renal
Ganho na massa muscular Não substitui uma refeição
-
Para um profissional, pode ser importante ingerir suplementos,
porque o estômago dele pode não estocar a
quantidade necessária de alimento. O problema é
que muitas pessoas utilizam suplementos importados e alguns
deles contêm na formulação esteroide
anabólico, que pode gerar danos à saúde.
Se for de competidor é mais complicado, porque
pode acusar dopping.
Além
da esfera esportiva
Para
os atletas amadores, os suplementos aceleram o ganho da
massa muscular e, no caso do Bicarbonato de Sódio,
podem retardar a fadiga muscular durante os treinos. A
eficácia de alimentos como a Albumina e o Whey
Protein, no entanto, ultrapassa a esfera esportiva. Em
casos de tratamento de doenças, eles podem ser
muito úteis, garante a nutricionista Cristiane
Perroni.
-
Suplementos podem ajudar no tratamento de osteoporose.
O uso do Cálcio, por exemplo, costuma ser muito
eficaz – diz a nutricionista.
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Um paciente que tem um tumor maligno, que exige um tratamento
debilitante que gera náuseas e vômitos, pode
fazer uso do suplemento. Desse jeito, ele vai permitir
que o organismo absorva essas proteínas que não
estão sendo ingeridas de modo normal. Esse método
serve para doenças que impeçam a deglutição
normal do alimento – acrescenta Jomar.
O
médico da SBME, no entanto, recomenda que pessoas
com comprometimento renal não façam uso
de suplementos à base de proteína e, mesmo
em outros casos, é importante o acompanhamento
de um especialista.
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Tem exames que mostram os níveis de comprometimento
renal. No caso de rins com problemas, aponta uma sobrecarga
que pode evoluir para um quadro de insuficiência
renal – conclui Jomar.
Fonte:
Globoesporte.com/corridaderua
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