Não
foi fatal por causa da corrida', diz pedagoga após
se recuperar de infarto
Corredora Marlene Barra dá a volta por
cima após ficar entre a vida e a morte
Marlene
superou um infarte e voltou a correr após
seis meses de recuperação (Arquivo pessoal)
Praticar atividades físicas costuma ser uma das
dicas dos médicos para pacientes que querem ter
hábitos mais saudáveis. O caso da corredora
Marlene Barra, no entanto, foi um pouco diferente. Ela
começou a praticar o esporte dez anos atrás
e, em 2009, sofreu um infarto. Sempre em busca de mais
qualidade de vida, Marlene garante que sempre seguiu os
“mandamentos” para quem planeja se manter
longe de doenças do coração: alimentação
balanceada, prática de esportes, ter um peso adequado,
colesterol em níveis normais e acompanhamento médico
regular.
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Eu estava com uma tarefa muito grande de tarefas e estudos,
apesar de sempre seguir os conselhos da cardiologista
que me acompanhava. Tinha feito teste de esforço
e não foi detectado nada. Mas o infarto não
foi fatal por causa da corrida. Tanto é que continuo
praticando o esporte, e a cardiologista disse para eu
não parar. Na primeira corrida que completei após
esse drama, chorei de emoção. Achava que
nunca mais poderia cruzar uma linha de chegada - garante.
O
cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente
da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício
e do Esporte (SBME), compartilha da opinião de
Marlene e explica como a atividade física pode
evitar que o infarto seja fatal nesse caso.
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Um corredor ou praticante de exercícios pode sobreviver
a um infarto por causa da prática de exercícios.
Uma pessoa cuja artéria coronária esteja
sofrendo obstrução progressiva pode, com
a prática de exercícios, formar artérias
colaterais que comunicam duas ou mais artérias,
amenizando assim o efeito do infarto.
O
que é um infarto?
"O infarto agudo do miocárdio ocorre quando
uma pessoa tem uma obstrução de uma das
artérias coronárias, que vai se produzindo
gradativamente, por uma placa formada principalmente por
gordura. Em um momento, a superfície dessa placa
se instabiliza e é formado agudamente um trombo
(coágulo), que oclui completamente a artéria.
Assim, o território de músculo cardíaco
cujo suprimento depende daquela artéria começa
a sofrer com isquemia (processo reversível no qual
células recebem menos sangue e oxigênio do
que precisam). O prolongamento dessa isquemia provoca
alterações irreversíveis, com a morte
daquelas células (infarto)", diz José
Kawazoe.
Os
sintomas apareceram sem mandar aviso. Marlene estava dirigindo
quando sentiu calafrios e um insistente mal-estar. Depois
de um tempo, sem nenhum sinal de melhora, foi a um hospital,
onde precisou de 4 horas e dois exames para constatar
o pior: havia ocorrido o entupimento de uma das artérias
do coração e seria necessário fazer
o cateterismo. Após realizar o procedimento com
sucesso, a recuperação foi rápida
e ela revela que em 15 dias já estava caminhando
normalmente.
A
volta por cima
A
volta à corrida, no entanto, foi mais demorada,
e Marlene precisou de cerca de seis meses para voltar
a treinar. Sem nenhum acompanhamento de assessoria ou
academia por perto, ela só não deixa de
lado as orientações da cardiologista, embora
garante já estar 100% recuperada.
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Meu risco de ter um novo infarto é como o de qualquer
pessoa normal. Só de seis em seis meses encontro
a minha cardiologista, que faz todo o monitoramento. Ela
me orientou a fazer exercícios físicos quatro
vezes por semana, e optei pela corrida. A cardiologista
não restringiu nenhuma distância - acrescenta
Marlene, que costuma treinar em percursos de 5 e 6 quilômetros.
A
corrida é um esporte que me dá muito prazer
e muita alegria"
Marlene
Agora recuperada do problema e com 50 anos, Marlene, que
era professora, mudou até de função
para evitar preocupações que pudessem provocar
emoções exageradas e atualmente é
pedagoga. Os treinos, porém, tiveram que sofrer
uma interrupção momentânea, já
que ela está com uma lesão no joelho.
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A corrida é um esporte que me dá muito prazer
e muita alegria. Só que agora estou parada por
conta de uma lesão no menisco. O coração
ficou bom, e o menisco resolveu dar trabalho – brinca
ela.
Nada
que vá atrapalhar o retorno às pistas. Afinal,
a próxima prova já tem data marcada. A pedagoga,
que começou a correr por conta da influência
da mãe, vai participar do Circuito Rio Antigo junto
com o filho mais velho, que vai disputar sua primeira
prova.
Fonte:
http://www.radioativaweb.com/
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