Especial exercícios: musculação
é necessária?
Fórmula
ideal mescla exercícios aeróbicos com os
de força e flexibilidade
Chris Bertelli, iG São Paulo | 08/02/2010 13:25
Não
importa qual o objetivo – emagrecer, entrar em forma,
conseguir um corpo torneado ou ter uma vida mais saudável
– para alcançá-lo, sim, é obrigatório
enfrentar a musculação.
De
acordo com especialistas, a fórmula do exercício
físico perfeito é a combinação
equilibrada entre aeróbicos, força e flexibilidade.
Para o fisiologista Renato Romani, do Centro de Fisiologia
do Exercício da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), a musculação é tão
fundamental quanto a caminhada, por exemplo. Portanto,
pare de ignorar aparelhos e pesos e coloque esses músculos
para trabalhar.
Além
dos benefícios estéticos, que podem ser
conferidos a olho nu, os chamados exercícios de
resistência reduzem o percentual de gordura e promovem
a queima de calorias horas depois de a malhação
ter acabado.
“Quanto
mais músculo se tem, mais energia se gasta. O metabolismo
fica mais acelerado”, revela Paulo de Tarso, professor
de Educação Física e Mestre em Biociências
da Atividade Física pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ). E nem é preciso praticá-la
todos os dias, basta incluí-la no treino três
vezes por semana, de 20 a 50 minutos.
Como
muitas mulheres, Mariana Cintra, 26 anos, entrou na academia
para perder medidas e ficou impressionada com o resultado
obtido com a musculação, praticada em dias
alternados, durante 30 minutos. No início, a assistente
administrativa, que nunca havia levantado peso, duvidava
da eficiência do exercício e tinha medo de
ficar com o visual masculinizado.
“Eu
queria emagrecer e ganhar forma, mas sempre tive pavor
de ombros largos, braços muito fortes. Hoje, eu
acho meu corpo mais bonito e sinto que consigo realizar
os trabalhos do dia a dia com mais facilidade”,
ressalta.
Características
pessoais
A
resposta ao exercício é individual e diferente
de pessoa para pessoa. Por isso, não adianta entrar
na academia querendo pernas como as de Ivete Sangalo ou
braços como os de Madonna. “A genética
influencia, mas não é determinante. Nem
todo mundo nasceu para ser atleta olímpico, por
exemplo, mas qualquer um pode entrar em forma”,
avalia Romani.
Além
disso, “fatores como meio ambiente, tipo de alimentação,
horas de descanso e tempo de dedicação ao
corpo têm efeito sobre o resultado”, ressalta
Ricardo Munis Nahas, ortopedista e diretor científico
da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício
e do Esporte (SBME). O treino deve ser prescrito por um
profissional qualificado, levando em consideração
a saúde, o tempo disponível, a idade e o
objetivo de cada aluno.
A
resposta à musculação pode mudar
dependendo até da parte do corpo que está
sendo trabalhada. “Uma mesma pessoa pode ter um
resultado melhor para o bíceps, mas pior para peitoral”,
diz o professor de Educação Física,
Paulo de Tarso. Intensidade e frequência também
são duas variantes importantes na definição
de uma boa ginástica. Para Renato Romani, quem
quer tonificar o corpo e ganhar saúde deveria optar
por um treino com pouco peso e muita repetição.
No caso de quem procura hipertrofia muscular – ficar
forte mesmo – o indicado é o exercício
repetido poucas vezes, mas com peso maior.

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