Legalização
da creatina pode evitar misturas clandestinas
O suplemento alimentar, além de repor o estoque
natural de creatina faz o atleta se recuperar mais rápido
FOLHA
ONLINE
A
creatina, presente naturalmente nos músculos e
também na carne (especialmente na bovina), está
envolvida no processo de contração intensa
e rápida. Por isso, é indicada para atletas
de modalidades como natação, corrida curta
(100 metros), halterofilismo, saltos, ginástica
olímpica.
O
suplemento alimentar, além de repor o estoque natural
de creatina (que é queimado durante a atividade
física), faz o atleta se recuperar mais rápido.
"Acredita-se
que ela aumenta a massa muscular, mas, quando consumida
em excesso, a substância faz crescer a quantidade
de água dentro do músculo. Isso pode acarretar
uma sobrecarga renal e hepática", diz Jomar
Souza, médico do esporte e presidente eleito da
Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e
do Esporte.
O
aumento da massa muscular, diz o médico, acontece
porque, no mercado negro, a substância é
vendida misturada a anabolizantes. "Por um lado,
a legalização permite a fiscalização
e nos deixa mais tranquilos, pois saberemos que o produto
vendido é creatina mesmo e não tem outras
substâncias misturadas. Por outro lado, facilita
a compra. Essa autorização vai gerar demanda
espontânea."
Anvisa
libera suplementos para atletas
A
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
decidiu autorizar o uso da cafeína e da creatina
em suplementos alimentares para atletas profissionais.
Antes, as duas substâncias só eram permitidas
em alguns tipos de medicamento.
A
cafeína retarda a sensação de fadiga
muscular. A creatina também melhora o desempenho
muscular, mas serve mais para esportes de curta duração
e alto impacto, como corridas de curta distância.
Daqui
a 18 meses, os dois alimentos deverão ter no rótulo
frases de advertência recomendando que eles não
sejam utilizados por quem não é atleta profissional,
porque isso pode trazer riscos à saúde.
A cafeína pode acelerar o coração
e a creatina pode trazer problemas renais.
Não
entra nessa categoria de atleta profissional, por exemplo,
quem vai à academia três vezes por semana.
Para quem pratica muita atividade física, embora
não viva disso, a orientação de Maria
Cecília Birto, diretora da Anvisa, é que
procure um nutricionista.
As
embalagens de creatina deverão também trazer
a advertência de que o consumo de mais de 3g por
dia da substância pode trazer danos à saúde.
Os
riscos, de acordo com a gerente-geral de Alimentos da
Anvisa, Denise Resende, incluem sobrecarga renal, no caso
da creatina, e arritmia cardíaca, no caso da cafeína.
"O nutricionista é responsável por
esse paciente. O que acontece é que as pessoas
usam de forma indiscriminada", disse.
Além
dessas duas substâncias, a Anvisa também
permitiu a venda de suplementos para atletas na forma
de "pack", ou seja de pacotes que reúnem
unidades de produtos diferentes.
Já
os aminoácidos de cadeia ramificada foram retirados
da categoria de alimentos para atletas porque não
foi comprovado que eles melhoram o fornecimento de energia.
Em
todos os alimentos destinados a atletas, inclusive os
isotônicos, a embalagem deverá trazer a seguinte
frase: "Este produto não substitui uma alimentação
equilibrada e e seu consumo deve ser orientado por nutricionista
ou médico".
Fonte:
midianews
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