Maratona
abaixo de 2h: depoimento de José Kawazoe Lazzoli
"Primeiramente,
é importante deixar claro que bater um recorde
mundial em maratona não é para quem quer,
é para quem pode. Em outras palavras, em primeiro
lugar, é fundamental ter uma genética extremamente
favorável. Sem isto não se consegue nenhum
grande resultado. Também vão influenciar
um treinamento correto, uma boa alimentação/suplementação,
condições ambientais/climáticas favoráveis
no dia (a Maratona de Berlim nos fornece muitos recordes
mundiais devido ao local e à época do ano).
Em
termos de evolução, creio que já
tenha nascido o homem que quebrará a barreira das
2h, mas não prevejo que isso ocorra tão
cedo. Vamos nos lembrar do recorde mundial do brasileiro
Ronaldo da Costa, que cravou 2h06m05s na mesma Maratona
de Berlim, em 1998 (ou seja, há 13 anos!).
Em
13 anos, evoluímos menos do que ainda falta para
quebrar a barreira das 2h. Em suma, não há
mágica. São necessários: genética
extraordinária, treinamento duro, muita dedicação,
estilo de vida compatível (alimentação,
repouso, etc) e condições climáticas
favoráveis.
Creio
que para que esta evolução seja “acelerada”,
só mesmo se surgir algum atleta com uma genética
extremamente diferenciada (como ocorre com o Usain Bolt,
nas provas de curta distância) para corridas de
longa distância. Caso contrário, acho que
ainda vai demorar mais de uma década para ver essa
barreira das 2h quebrada.
Obrigado
e um abraço."
José
Kawazoe Lazzoli é vice-presidente da Confederação
Panamericana de Medicina do Esporte e foi presidente Sociedade
Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte
(SBMEE) .
Fonte:
http://busk.com/
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