Esporte
e atividade cerebral
Exercícios
físicos ajudam a melhorar o aprendizado
Que
exercícios físicos fazem bem ao corpo e
à mente ninguém mais duvida. Diversos são
os benefícios comprovados pelo ato de se movimentar
com consciência, desde a melhora nos sistemas cardiovascular
e respiratório até o aumento da autoestima
e, consequentemente, da sociabilidade.
Há
algumas décadas, os estudos voltaram-se também
para o cérebro, descobrindo muitas outras vantagens.
Pesquisadores e especialistas afirmam que a prática
de esportes constante pode proporcionar maior concentração
e desenvolvimento de raciocínio lógico.
A
explicação para o processo é que
muitos exercícios acabam contribuindo para o aumento
do fluxo sanguíneo no cérebro. “Quando
executamos um exercício de forma harmônica
e repetitiva, criam-se novos vasos sanguíneos,
que possibilitam a melhora do fluxo na região do
cérebro, levando mais nutrientes, oxigênio
e hormônios, e facilitando o metabolismo local”,
explica o médico fisiologista Raul Santo De Oliveira.
O
médico especializado em Medicina do Esporte, Jomar
Souza, explica que esse benefício pode ser alcançado
tanto com movimentos que exigem coordenação
motora quanto pela prática de exercícios
aeróbicos, que aumentam a freqüência
cardíaca, impulsionando maior quantidade de sangue
para o cérebro.
Atividades
como ginástica artística, natação
e os esportes com bola são ótimos para manter
a atividade cerebral. Oliveira reforça que o ideal
é praticar diferentes modalidades, que exijam qualidades
físicas distintas, como força, flexibilidade,
coordenação motora, reflexo e velocidade.
“Ao diversificar os exercícios, requisitamos
diferentes respostas do corpo, que passa a ter mais sensibilidade
às informações que recebe”,
explica.
O
fisiologista lembra que a repetição dos
movimentos influencia na melhora da percepção,
da memória e do aprendizado. Por isso, tão
importante como adotar práticas esportivas, é
preciso garantir a freqüência e continuidade
nos treinos. “O fundamental é sentir prazer
em praticar o esporte”, destaca.
Mas
os benefícios não param por aí. Manter-se
ativo constantemente também assegura menor perda
de memória. Souza explica que com o passar dos
anos há uma queda natural da capacidade cognitiva
e de raciocínio dos indivíduos, e o exercício
físico pode desacelerar este processo. “Justamente
pelo estímulo de novas conexões entre os
neurônios”.
As
atividades físicas também servem como válvula
de escape para nosso organismo. “Ao praticar exercícios,
as pessoas acabam se desligando do estresse diário,
o que contribui para os processos de concentração
e aprendizagem”, acrescenta Oliveira.
Souza
lembra que, quando bem dosados, os exercícios possibilitam,
ainda, a diminuição da incidência
de osteoporose e das chances do desenvolvimento de tumores
malignos, dentre muitos outros benefícios.
Independente
da modalidade escolhida, vale o alerta: antes de iniciar
qualquer prática esportiva é recomendável
passar por uma avaliação clínica.
Com a ajuda de profissionais especializados, como médicos,
nutricionistas e professores de educação
física, você garante a saúde de seu
organismo e aprende a respeitar seu próprio corpo.
*Raul
Santo De Oliveira é médico fisiologista
e professor doutor da Universidade Federal de São
Paulo- UNIFESP.
*Jomar
Souza é médico Especialista em Medicina
do Exercício e do Esporte e Diretor da Sociedade
Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte
– SBME.
Fonte:
http://www.taeq.com.br/
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