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Como entrar em forma após o parto

Depois de nove meses de espera, a chegada do bebê dá inicio a uma nova vida. Desse momento em diante, entre sorrisos e alegrias que o nascimento de um filho proporciona, uma nova batalha começa a ser travada na vida da mãe: entrar em forma. “Meu filho nasceu há quatro meses e não consigo perder peso e continuo engordando. Antes eu pesava 58kg, no final da gravidez 68kg. Agora estou com 70kg.” O drama vivido pela paulistana Juliana Azevedo é igual ao de muitas mulheres que lutam arduamente contra a balança e a flacidez após o parto.

Para emagrecer com saúde, sem cirurgia, é preciso paciência, perseverança e prevenção. Quem não se lembra da cantora Cláudia Leitte que 25 dias após o parto de seu filho Davi já exibia a barriguinha em forma no carnaval em Salvador? Tal façanha só foi possível porque antes de dar a luz Cláudia tinha excelente condicionamento físico ganho pela prática de exercícios. Segundo a bióloga, bioquímica, doutora em sociologia da ciência e professora na área de treinamento e esportes de força Marília Coutinho, a volta à atividade física deve ser feita imediatamente após o parto. “Desde que seja seguro (pelos procedimentos cirúrgicos), a mulher deve se manter ativa o tempo todo. As recomendações do American College of Sports Medicine é que a atividade física seja feita antes, durante e depois do parto. Mulheres condicionadas recuperam o peso anterior mais rapidamente e evitam flacidez abdominal” Explica a especialista. Essa foi a experiência da engenheira carioca Renata Campello, de 35 anos. “Não foi difícil voltar ao meu corpo, mas creio que foi assim porque malhei até o oitavo mês de gravidez, fazia inclusive spinning só que num ritmo mais lento, é claro, e liberada pela minha médica.”

De acordo com a Dra. Viviane Monteiro, ginecologista e obstetra, especializada em Medicina Fetal e Gestação de Alto Risco, o tipo de procedimento na realização do parto (normal ou cesárea) não tem grande interferência em seu retorno às atividades físicas, mas é importante que se tenha sempre em mente que a liberação deve ocorrer apenas na consulta com o ginecologista programada para 30 dias após o parto. “Antes disso, as atividades estão proibidas e, geralmente, o especialista recomenda que se reinicie a prática de exercícios após 45 dias do parto, desde que tudo tenha corrido bem na recuperação do processo cirúrgico”, ressalta a médica.

A polêmica gira em torno do tipo de atividade que deve ser feita. Para Marília Coutinho a mulher grávida precisa fundamentalmente de força e prevenir os desconfortos causados pelas transformações da gravidez e os que virão no pós-parto. Além de muito trabalho postural, fortalecendo a estrutura estabilizadora e condicionamento geral. “Assim, o ideal são exercícios com a maior intensidade possível, feitas as devidas combinações de estímulo para proporcionar a aquisição de aptidão, que a gente chama de “periodização”, afirma Marília.

Para o Dr. Jomar Souza especialista em Medicina do Exercício e do Esporte e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte – SBMEE, a mulher está se recuperando de um stress físico importante que é o próprio parto, seja ele natural ou cesáreo. Como a grávida não realiza exercícios vigorosos nos últimos meses de gestação, estes devem começar de maneira leve e com progressão gradual. ”Caso as condições físicas e médicas permitam, a mulher pode sim, após um período de adaptação, realizar exercícios vigorosos para reduzir o acúmulo de gordura e a flacidez muscular que ocorre de forma natural durante o período de gestação.” Defende o médico.

A Dra. Viviane explica que o que mais afeta o retorno ou não aos exercícios é a questão da amamentação, já que a prática de exercícios intensos pode incentivar a produção de hormônios que inibem a produção de leite. Quanto ao tipo de atividade, o ideal é que seja de leve a moderada e, se a pessoa já praticava atividades durante a gestação, que seja de mesmo tipo ou grau de intensidade, ao menos nas primeiras semanas. “Nunca indico às minhas pacientes que iniciem uma atividade diferente, que nunca tenham praticado anteriormente. As que corriam, por exemplo, podem aos poucos retomar as caminhadas e ir aumentando o nível progressivamente, sem exageros e somente com recomendação do seu ginecologista.”

De fato, mulheres lactantes têm uma adaptação curiosa: a produção de leite toma a prioridade sobre outras funções fisiológicas gastando muito energia para isso. O metabolismo aumenta e o gasto calórico pode chegar até 900 kcal. Por isso a mulher não deve nem pensar em fazer dietas hipocalóricas, ou seja, de baixa caloria. O cardápio deve ser equilibrado e as calorias devem ser adequadas de acordo com a composição corporal da mãe para evitar as carências nutricionais. Isso é essencial para a saúde da mulher e do bebê, para um bom funcionamento intestinal e para garantir a produção adequada de leite. “Com uma boa alimentação e a amamentação, a perda de peso é uma conseqüência.” Afirma a nutricionista e personal diet Renata Saffioti.

Os alimentos mais indicados são os grãos e cereais integrais, frutas, legumes e verduras. Os ricos em proteínas, cálcio e ferro também. São eles: leite e derivados, as carnes magras, gergelim, quinua, entre outros. Alguns alimentos ricos em gorduras saudáveis podem ser benéficos para mãe e para o bebe, como o abacate, azeite de oliva, castanhas, sementes e alguns peixes como o salmão. É importante que a mãe se mantenha hidratada, beber água e sucos de frutas naturais durante o dia é muito importante. “Variedade de alimentos é a chave para uma vida saudável e também para a perda de peso após o parto. Refeições coloridas não podem faltar na alimentação da lactante. Desta forma ela garante a quantidade de vitaminas e minerais necessárias para este período tão importante”, afirma a nutricionista.

 

Fonte: http://www.portalabsoluta.com/

 

   
     
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