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Médicos das seleções explicam o sucesso na criação do Departamento de Ciência e Performance

Rodrigo Gebara, Danilo Incerti, Marcel, Helen e Ricardo Munir Nahas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício.

São Paulo - Aproveitando as classificações das Seleções brasileiras para as Olimpíadas de Londres 2012 e a parceria que faz com a Confederação Brasileira de Basketball (CBB), o Centro de Medicina do Exercício do Esporte do Hospital 9 de Julho vem fazendo uma série de encontros para estudos e conhecimentos dos profissionais da traumatologia esportiva. Nesta terça-feira (29) a chamada Reunião Cientifica no auditório do hospital abordou exatamente o “Basquete Brasileiro de volta às Olimpíadas”, com as participações dos médicos da CBB, Rodrigo Gebara de Aquino (feminino) e Danilo Incerti (masculino), além do ex-atletas Marcel de Souza e Helen Luz.

O encontro foi aberto pelo médico Ricardo Munir Nahas, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e ortopedista do Hospital 9 de Julho. Em seguida, Rodrigo Gebara de Aquino, falou da preparação da Seleção Brasileira feminina que mesmo com a longa preparação e duas competições fortes – Pré-olímpico e Pan-americano -, teve apenas uma lesão grave, a da pivô Clarissa que foi um entorse de tornozelo.

“Isso só foi possível graças ao Departamento de Ciência e Performance (DCP) montado pela Confederação Brasileira. Esse trabalho reuni todos os profissionais em suas áreas e cada caso é analisado e trabalhos muito forte na atuação da prevenção”, afirmou Rodrigo Gebara.

Mostrando imagens e fases dos treinamentos da seleção feminina para o Pré-olímpico de Neiva, na Colômbia até o Pan-americano de Guadalajara, o médico da seleção feminina destacou, inclusive os apartamentos que a CBB aluga nos hotéis em que ficam hospedados as seleções, com montagem da estrutura médica e de recuperação das jogadoras. “Levamos de um simples esparadrapo até uma muleta para um uso eventual”, concluiu o médico.

O Departamento de Ciência e Performance foi uma idéia e implantada na atual gestão da CBB e tem a direção do vice-presidente da entidade, Reginaldo Mello de Senna, que também é fisioterapeuta em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde reside e foi presidente da Federação de Basquetebol do Estado.

Já Danilo Incerti, começou sua palestra apresentando a equipe, que começa deste a direção de Reginaldo Senna até José Gediel do Nascimento, mordomo da seleção masculina. A boa participação no conjunto de ações do DCP da seleção masculina, gerou até matérias na imprensa. Uma delas destacou em manchete durante o Pré-olímpico que “Rivais sofrem com lesões e Brasil chega na semifinal com 100% de jogadores”, motivo que deixou muito orgulhoso Danilo e toda a equipe.

“Tivemos 10 jogos de preparação e 10 jogos no Torneio Pré-olímpico, com duas derrotas e zero de contusões graves. Foram apenas três torções de tornozelos, o que é absolutamente normal”. Ao encerrar a palestra e mostrar a foto da equipe classificada para Londres, no ano que vem, o médico ressaltou uma frase do técnico Ruben Magnano que usava para motivar o grupo de jogadores: “Para alcançar o que nunca alcançamos temos que fazer coisas que nunca fizemos”.

Helen Luz e Marcel de Souza

Helen e Marcel falaram das contusões e das experiências que tiveram nas suas respectivas carreiras no basquete. Helen destacou o problema no joelho que a tirou das Olimpíadas de Atlanta, em 1996. “ Sempre quis fazer o melhor para produzir o que podia produzir. Sempre fui busquei a perfeição, o meu máximo e não tinha os recursos que hoje tem as meninas da seleção. Por isso gosto de falar com elas, levar minha experiência. Eu fui curar contusões com terra viva (risos) e não tinha a estrutura de prevenção de hoje”, acrescentou.

Sempre descontraído o ex-ala Marcel contou passagens dele na seleção e foi claro ao dizer que a geração dele virou uma geração de testes. E uma delas foi com o pivô Gérson Victalino, em uma viagem de preparação na China, sofreu um forte entorse de tornozelo. E não tinha o médico da seleção acompanhando. Ele mesmo teve que ir junto a uma Clínica Chinesa. “E lá, uma chinesinha, bem miudinha pegou um negócio de tubarão, que não sei o que era, colocou no pé do Gérson e mexia pra cá e pra lá e fazia ele urrar de dor. Ai ela pediu para o Gérson andar. O Gérson andou (risos) e ficou bom”.

Quando chegou o alongamento na seleção, Marcel também fez os presentes no auditório do Hospital 9 de Julho rirem muito. “Eu já tinha encolhido e não conseguia mais fazer”, disse. Depois soltou mais uma: “Quando comecei na Seleção, carreguei malas porque não podia descalibrar o chute das estrelas. Tive que ir para os Estados Unidos jogar Universitário porque aqui era muito jovem e tinha que dar vez aos veteranos. Quando a CBB recebeu a notícia que poderia me profissionalizar na NBA, trataram de me convocar e passei a jogar com 17 anos na seleção adulta”, lembrou.

Encerrando, Marcel agradeceu o convite da direção do hospital pelo convite e enalteceu as classificações das duas seleções brasileiras para as Olimpíadas de Londres. “Acima de tudo sou um torcedor, mas o interessante é que começamos a vencer e eles começaram a perder”, disse sorrindo ao se referir ao Palmeiras e Corinthians, no futebol. Marcel é palmeirense, a exemplo do irmão Maury, campeões pan-americanos de 87, em Indianápolis-EUA.

Juarez Araújo

Fonte: http://www.cbb.com.br/

 

   
     
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