Midia

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Por Lourenço Sampaio de Mara  

Nascer, desenvolver e envelhecer são etapas do ciclo da vida e nesta evolução natural ocorrem modificações corporais morfológicas e funcionais que são expressivas no idoso.

Envelhecer é um processo dinâmico e progressivo que ocorre de forma universal e irreversível levando a modificações morfofuncionais, bioquímicas e psicológicas onde há diminuição da capacidade de adaptação do organismo ao ambiente, propiciando maior vulnerabilidade e incidência de doenças. No mundo o envelhecimento é fenômeno crescente não sendo diferente no Brasil. Em nosso país no ano de 2008 foi registrado aumento da expectativa de vida média a qual foi calculada em 72,8 anos sendo maior entre as mulheres, estando isto relacionado a melhores condições de vida principalmente pelo desenvolvimento de políticas públicas de saúde e avanços tecnológicos. Em 2017 a população de idosos no Brasil (> 60 anos) superou a marca dos 30 milhões, sendo que nos últimos cinco anos houve um incremento de 4,8 milhões, correspondendo a um crescimento de 18% neste grupo etário demonstrando a importância em se dispender entendimento e conhecimento da saúde física e mental desta população incluindo as modificações corporais e suas limitações.

É natural entender que a pessoa com mais de 60 anos desacelere seu ritmo de vida em diversas esferas devido as limitações impostas pelo corpo físico. A mesma carga de trabalho por exemplo, aos 30 ou 40 anos, não é igualmente suportada aos 60 anos ou mais principalmente aquelas que exigem esforço físico e menos comumente nas atividades de cunho mental. Isto se deve por um declínio progressivo da composição e função corporal a partir da 4ª década de vida com algumas variações. No âmbito músculo esquelético observa-se uma perda da massa muscular de cerca de 0,5% ao ano que pode iniciar aos 35 ou 40 anos sem perda de função evidente evoluindo para cerca de 1% aos 60 ou 65 anos podendo ser acompanhada de perda de função. A perda da função e massa muscular de forma generalizada e progressiva caracteriza a sarcopenia no idoso sendo de etiologia multifatorial como declínio neurológico, obesidade, alterações hormonais, diabetes, má nutrição, doenças reumáticas e diminuição da atividade física afetando negativamente a qualidade de vida.  O diagnóstico de sarcopenia não deve ser feito apenas pela perda de peso corporal uma vez que a massa magra comumente é substituída por outros tecidos como o adiposo. O percentual de gordura aumenta cerca de duas vezes no idoso quando comparado a população de 25 anos, ou seja, em média o percentual de gordura de um homem aos 25 anos é de 14% e aos 70 anos de 30% o que tem reflexo no aumento de doenças metabólicas como diabetes e obesidade, doenças osteoarticulares, neoplasias dentre outras.

Em relação ao compartimento hídrico, a composição da fração de água corporal no adulto jovem é de cerca de 61% e esta tende a diminuir com o envelhecimento, com uma queda de cerca de 7% aos 60 anos ou mais o que implica em maiores riscos de distúrbios hidroeletrolíticos como facilidade para a desidratação e consequentemente disfunções renais, o que requer maior atenção aos ajustes e uso das medicações uma vez que estados de desequilíbrios hídricos alteram a cinética e efeito  dos fármacos. Por isso, a manutenção e preocupação da boa hidratação ao idoso é importante.   

A massa óssea com o envelhecimento também sofre diminuição e rarefação de sua matriz implicando em fragilidade e aumento do número de fraturas. O sexo feminino é mais suscetível às alterações ósseas após a menopausa devido as alterações hormonais que propiciam o aparecimento da ostepenia e osteoporose. Além da diminuição da massa óssea ocorrem as deformidades estruturais do esqueleto algo que reflete na alteração da postura corporal do idoso.  

As intervenções para prevenir ou reverter quadros de sarcopenia, obesidade, osteoporose dentre outras patologias que estão direta ou indiretamente relacionadas com as modificações na composição corporal no processo de envelhecimento estão fortemente associadas à alimentação saudável e ao exercício físico. Todas as modificações da composição corporal podem representar limitações em maior ou menor grau ao indivíduo, contudo a adoção de um hábito de vida ativo desde muito cedo desacelera este processo e garante uma melhor qualidade de vida ao idoso. Ainda que o idoso não tenha um antecedente de atividade física regular o mesmo pode beneficiar-se a qualquer momento dos efeitos do exercício sobre a composição corporal.   Os efeitos benéficos do exercício e alimentação de qualidade são percebidos pelo idoso quando avaliado sua disposição, vigor e autoestima principalmente por ganho de massa muscular, força, desempenho e modificações positivas da sua forma física. Uma escolha interessante seria a atividade aeróbia como caminhar ou nadar e resistida como a musculação que trabalham o sistema cardiovascular e músculo esquelético com certo controle e benefícios complementares como ganho de potência aeróbia e força ou explosão, permitindo uma perceptível mudança na qualidade de vida do idoso. Contudo, a decisão entre qual atividade praticar vai depender do gosto, limitações e aptidão de cada indivíduo, sendo o mais importante manter-se ativo regularmente. 

Portanto, envelhecer é um fenômeno natural e crescente na população mundial sendo acompanhado por modificações em esfera biológica, bioquímica, mental e na composição corporal as quais podem ser minimizadas pela atividade física regular e alimentação saudável.

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Por Flavia Meyer

Médica do Esporte e Pediatra.

 

Com o aumento do calor ambiental do verão, devemos ter alguns cuidados para que os   exercícios físicos continuem sendo praticados de maneira confortável e segura para otimizar a saúde, bem estar e o desempenho.

Dependendo das condições ambientais, o estresse pelo calor pode diminuir/prejudicar a capacidade de esforço em até 25%.  Isto porque no exercício nós produzimos significativamente muito mais calor decorrente do trabalho muscular adicional. Quanto maior a intensidade do exercício, maior a produção de calor corporal.

Além disso, em dias muito quentes em que a temperatura do ar ambiente é maior do que a temperatura cutânea/da pele (que oscila entre 34-36oC) ganhamos calor pela pele – mesmo sem fazer nada!  Por exemplo, basta que a temperatura do ar esteja acima de 34oC, tão comum em qualquer região do Brasil nos meses de verão, para ganhar calor do ambiente. E, percebemos na  própria pele as respostas fisiológicas/termoregulatórias que são acionadas pelo organismo para favorecer a saída do calor corporal. O sangue retira o calor do músculo “quente” e leva até a pele onde as vasos ficam dilatados para favorecer a saída do calor (mecanismo chamado de convecção). Esta resposta quase sempre é insuficiente e assim  acionamos um esperto mecanismo que é a produção do suor. E através da evaporação do suor que também liberamos o excesso do calor corporal.  Estas são as tentativas para atenuar o aumento da temperatura (hipertermia) interna do corpo/sangue (conhecida como core temperature) durante os exercícios. Mesmo com um aumento de 1 a 2oC na temperatura interna , nosso organismo já pode perceber um desconforto, o coração começa a bater mais rápido e aumenta a fadiga.  A medida que temperatura corporal interna aumenta, sintomas mais graves podem aparecer tais como: câimbra, dor de cabeça (cefaleia), náuseas, vômitos, tontura e até mesmo um desmaio (síncope).   

 

O prejuízo pode ser ainda maior para aqueles não acostumados ao exercício pela falta de condicionamento e aclimatização/adaptação ao calor. Isto não quer dizer que o sedentário deve se manter inativo com a desculpa de que é verão. Ao contrário, a pratica regular de exercício é sempre benéfica para a saúde e bem estar além de evitar/prevenir várias doenças.  Existem recomendações para prevenir o aumento exagerado da temperatura corporal durante os exercícios nos meses de verão.

 

Abaixo um Quadro mostrando Alguns Fatores de Riscos (Prejuízos) para Maior Aumento da Temperatura Corporal durante o Exercício

 

 

Podemos considerar a sudorese como tendo duas faces (ou uma “faca de dois gumes): Por um lado ela cumpre eficientemente a sua função de liberar o calor produzido no exercício, e por outro lado vai eliminando água (e alguns minerais) do organismo podendo causar desidratação, caso  ingestão de líquidos for insuficiente para equilibrar as perdas através do suor.  A desidratação é prejudicial durante o exercício no calor pois dificulta o transporte do calor no corpo (sangue) e para fora do corpo (evaporação). Existem pesquisas mostrando que a desidratação prejudica não apenas o desempenho para as atividades prolongadas (por exemplo antecipa a fadiga numa corrida ou pedalada) como também prejudica vários componentes necessários para o sucesso de para vários esportes como aqueles do tipo intermitente/alta intensidade como a força muscular, velocidade, movimentos explosivos e até mesmo os aspectos cognitivos e perceptivos.  

 

Então sabendo destes fatores prejudiciais algumas dicas/recomendações para se exercitar de maneira segura e usufruir com saúde de uma boa forma física:

 

  • Escolher horas do dia em que o estresse térmico do calor é menor.
  • Escolher locais com sombras, com ventilação e menos irradiação do calor. Evitar o asfalto ou pisos quentes.
  • Aclimatação ao calor: gradativamente aumentar a exposição ao calor. No início do verão (ou de exposição ao calor) diminuir a intensidade, duração e volume de treinamento/exercício. Fazer repousos/pausas periódicas.
  • Manutenção da hidratação: antes durante e após o exercício. Disponibilidade de fluidos para ingestão periódica durante atividades prolongadas. Aprender a perceber o seu do estado de hidratação.

 

  • Educação do desportista e equipe para reconhecimento precoce na presença de sinais e sintomas relacionados a doenças provocadas pelo exercício no calor. Interromper o exercício caso os sintomas apareçam. 

 

  • Usar o mínimo de roupas e que sejam adequadas para favorecer a evaporação do suor produzido. Vestimentas folgadas de cores claras proporcionam circulação livre do ar entre a pele e o meio ambiente, preferencialmente de algodão ao invés do sintéticas. Quando molhada, recomenda-se trocar a vestimenta e, se possível, usar uma toalha para secar o excesso do suor acumulado na pele.

 

  • Usar o bom senso pois nenhuma das recomendações acima poderá evitar os problemas da hipertermia corporal em situações de extremo calor (temperatura do ar e umidade desfavorável) adiar o exercício. Atividades na água (natação/ hidro) ou ambientes condicionados são uma alternativa para estes dias “insuportáveis”.  

 

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Coffee Break Pré-Congresso 11/09/2018

Curso Ergoespirometria 11/09/2018

Fisiologia e Suplementação 11/09/2018

Simpósio Educação Física 11/09/2018

Sonafe Creffito 11/09/2018

Anfiteatro Alberto Ricart 12/09/2018

Anfiteatro Joseph Cummiskey 12/09/2018

Anfiteatro Joseph Alberto 12/09/2018

Anfiteatro Dr. Danish Zaheer 12/09/2018

Anfiteatro Dr. Joseph e Dr. Alberto 12/09/2018

Anfiteatro Dr. Marcos Brazão 12/09/2018

Anfiteatro Dr. Sayed Khashaba 12/09/2018

Credenciamento 12/09/2018

Cerimônia 12/09/2018

Estandes 12/09/2018

Fotos 12/09/2018

Anfiteatro Alberto Ricart 13/09/2018

Anfiteatro Joseph Cummiskey 13/09/2018

Estandes 13/09/2018

FIMS 2018 13/09/2018

Anfiteatro Sayed Khashaba 13/09/2018

Anfiteatro Dr. Danish Zaheer 13/09/2018

Anfiteatro Dr. Marcos Brazão 13/09/2018

Estandes 13/09/2018

Jantar 14/09/2018

Aché – Simpósio Satélite: O Atleta de hoje – Desempenho e Recuperação 14/09/2018

Anfiteatro Dr. Sayed Khashaba 14/09/2018

Anfiteatro Joseph Cummiskey e Dr. Alberto Ricart 14/09/2018

Farmoquímica – Simpósio Satélite: Motix

Estandes 14/09/2018

Anfiteatro Marcos Brazão 14/09/2018

Anfiteatro Dr. Danish Zaheer 14/09/2018

Anfiteatro Alberto Ricart 14/09/2018

Fotos 14/09/2018

Anfiteatro Alberto Ricart 15/09/2018

Anfiteatro Dr. Marcos Brazão 15/09/2018

Anfiteatro Joseph Cummiskey 15/09/2018

Encerramento

Estandes 15/09/2018

Fotos 15/09/2018

Desafio das Ligas

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ALDO CONSENTINO FILHO
ALESSIO CALIL MATHIAS
ALEX SANTOS ARAÚJO
ALEXANDRE TORELLI PINHEIRO
ALVARO PAIVA OLIVEIRA
ANDRÉ LUIZ NUNES DE MOURA
BRUNO CEZAR BRABO PEREIRA
CAIO SENISE DROLSHAGEN
CAROLINE ERIKA PEREIRA NAGANO
CASSIANA HERMANN PISANELLI
CELSO FURTADO DE AZEVEDO FILHO
CHARLES MARCON CACHOEIRA
CHIARA ROCHA BRANDÃO
DÉBORA BOROWIAK REISS
EDUARDO ARAKAKI HYPOLITO
EDUARDO COSTA RAUEN
EDUARDO LISBOA FERNANDES
ESTHELA GRACIELE OLIVEIRA CONDE
FABIAN FERREIRA BRANDÃO DE MORAIS
FABIANA DE GODOY CASIMIRO
FERNANDA BARBOSA PAULA
FILIPE CORTEZ DUARTE BARBOSA
FLÁVIA PEREIRA NIGRO
GUILHERME HENRIQUE VIEIRA LIMA
HELENA VITÓRIA DE OLIVEIRA DE CAMARGO
HELIO TOSHIKAZU OKAMURA
HENRIQUE DE LAZARI SCHAFFHAUSSER
JOSÉ ROBERTO VASCONCELOS MIRANDA
LEONARDO MANOEL DE CARVALHO
LUCIANO RODRIGO SILVA DE OLIVEIRA
LUIS FILIPE DANEU FERNANDES
LUIZ ANTONIO MENDES NASCIMENTO JUNIOR
LUIZ FERNANDO RIBEIRO DE MIRANDA MOURÃO
LUIZ FITTIPALDI LYRA NETO
MIRAYR FERREIRA JÚNIOR
PAULO JOSÉ GOMES PUCCINELLI
PAULO OSNI LEÃO PERIN
PEDRO BRUNO COSTA MURARA
RENATO MONTEIRO ZUCCHI
RODRIGO BROCHETTO FERREIRA
SANNA ROQUE PINHEIRO
TADEU AUGUSTO FERNANDES
TALINE SANTOS DA COSTA
THIAGO CHALHUB RIBEIRO
VICTOR QUEIROZ DE MIRANDA