Soc. Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte

 

Redes Sociais:

Terceira semana de Copa do Mundo

Durante a semana entre os dias 27 de junho a 05 de julho sem dúvida o principal (e triste) acontecimento foi o acidente que o atacante Neymar sofreu no jogo do dia 04 de j

Notícias

Na última semana da Copa do Mundo no Brasil, o número de atendimentos nos estádios mantiveram-se dentro da média: foram 205 atendimentos na final de 13 de julho, no Maracanã (Rio de Janeiro), para cerca de 75 mil pessoas.

 

De acordo com o Dr. André Pedrinelli, médico do esporte, coordenador médico do Estado de SPpara a Copa do Mundo de 2014 e diretor do Centro Médico de Excelência da Fifa, este foi um número abaixo da estatística da média global (entre 0,10% e 0,30%). “Neste caso nós tínhamos a experiência dos jogos das semifinais, com a mesma população – uma argentina e outra europeia. Esta experiência foi passada para o Rio de Janeiro, assim como o conhecimento no esquema de segurança. E quando as ocorrências por violência diminuem, o atendimento em geral cai, pois a parte médica é muito impactada pela segurança.”

 

Ainda de acordo com Pedrinelli, as estatísticas são muito precisas. São quatro coletas de dados durante a partida, que inclui: início; aos 15 minutos do primeiro tempo; 15 minutos após o final e, finalmente, quando o estádio fecha.

 

Houve apenas dois incidentes leves na partida final: o do volante alemão Kramer, que teve uma concussão craniana de baixa intensidade quando bateu a cabeça no ombro do zagueiro argentino Garay, e foi atendido pelo médico da seleção alemã; e a do camisa 07 Schweinsteiger, que levou um soco do jogador Agüero, o que deu origem a um corte na parte subocular. Ele foi medicado com adrenalina para estancar o sangramento ainda à beira do gramado e saiu como herói.

 

Mas o balanço final foi considerado positivo, sem queixas da FIFA ou da população. “A própria polícia pediu as nossas estatísticas para auxiliar em seu trabalho. Desenvolvemos estatísticas e uma capacidade de organização e operacional próprias. Foi um treinamento em situação real, que com certeza facilitará o trabalho para as Olimpíadas.”, conclui Pedrinelli.

 

 

Volte à ativa após uma lesão

Segunda, 14 Julho 2014 22:04
Publicado em ESPORTES

 

Que atire o primeiro chip o atleta competitivo – mesmo amador – que ainda não enfrentou uma lesão em sua vida esportiva. E, quando ela surge, o difícil é superar e voltar à ativa sem sequelas. “O primeiro passo é a aceitação, reconhecer que a lesão é natural e que faz parte de qualquer esporte”, aconselha a psicóloga Cristiane Marconi Costa.

A dificuldade em aceitar o problema é o que leva o corredor a adotar atitudes prejudiciais, como tomar remédios por conta própria ou “esconder” a dor. “Alguns corredores não avisam o treinador sobre a dor com medo de reduzir ou suspender os treinos”, comenta o técnico Vanderlei Severiano, da Branca Esportes.

Segundo Cristiane, o medo diante da possibilidade de afastamento é natural. “O atleta fica vulnerável porque sua rotina habitual é totalmente modificada.” O segredo, diz, é encarar o distanciamento como uma oportunidade de cuidar do corpo, ouvi-lo e saber o que deve ser feito para retornar ainda melhor às pistas.

Foi o que fez o ironman e educador físico José Fabrício Pessoa, 32, que teve fratura por estresse na tíbia e ficou seis meses afastado da corrida. “Durante a recuperação, procurei focar na fisioterapia, mantive um pedal leve e aumentei o volume de natação. Procurava viajar nos finais de semana para me afastar da USP e da vontade de encontrar meus amigos de treino”, conta.

O analista de sistema Humberto Alitto, 37, também seguiu as recomendações à risca para se recuperar de uma fratura por estresse no calcâneo esquerdo. “Fiquei parado por quatro semanas. Fiz dez sessões de fisioterapia (aplicações de ultrassom e laser) e, na segunda semana, iniciei treinos de natação e ciclismo indoor para manter o condicionamento.” Porém, menos de dois meses depois do diagnóstico da lesão, ele participou das seletivas para o Desafio dos 600k – Corrida SP-Rio, da Nike. “Durante os testes em pista, senti a canela.”

A insegurança – ou ansiedade – pode atrapalhar no momento final da recuperação, afirma a psicóloga Cristiane, seja pelo medo de uma nova lesão ou pela vontade de voltar logo às pistas. Para o ortopedista Ricardo Munir Nahas, da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, o atleta tem de entender que, embora a doença tenha sido completamente curada, o retorno precisa ser lento e gradual até que o condicionamento físico anterior à lesão seja alcançado.

O fisioterapeuta Luiz Focaccio, da Clínica Dr. Osmar de Oliveira, lembra que, em geral, o corredor deve retomar os treinos em terrenos planos e macios, além de apostar em um trabalho muscular. “O melhor é que o retorno seja estimulado com metas realistas, sem pressa. Ao alcançar cada objetivo, o atleta terá confiança para avançar nos treinamentos e, aos poucos, retomar as atividades”, completa Cristiane.

Principais lesões dos corredores

1. Fasciíte plantar: Inflamação da fáscia plantar. Causa: aumento de treino, tênis inadequados e erros na corrida Solução: invista em alongamentos, massagens e trabalho de correção da biomecânica

2. Inflamação do tendão calcâneo Causa: musculatura da panturrilha encurtada, desvios de pisada e treinos de subida. Solução: faça alongamentos e correção da mecânica.

 3. Tendinite patelar Causa: aumento da velocidade de pronação do pé e falta de coordenação entre o tornozelo e o joelho. Solução: fortalecimento muscular excêntrico do quadríceps e do tibial posterior.

 4. Síndrome da banda iliotibial Causa: encurtamento do compartimento lateral da coxa e aumento do volume de treino. Solução: realize alongamentos, aplicação de gelo e recuperação adequada entre as séries.

5. Estiramento da musculatura posterior da coxa Causa: alongamento negligenciado e musculatura fatigada Solução: faça aquecimento, aplicação de gelo, massagem e adequação nutricional.

6. Lesões de quadril Causa: sobrecarga da musculatura de estabilização da pelve. Solução: alongue-se, fortaleça a musculatura estabilizadora do quadril e faça a correção biomecânica do movimento.

7. Síndrome patelofemoral Causa: má biomecânica na corrida. Nos movimentos, a coxa não deve ultrapassar a linha média e a pelve não pode cair para o lado oposto. Solução: para inibir, o melhor é fortalecer a musculatura do quadril.

8. Canelite Causa: fraqueza da musculatura da perna ou excesso de volume ou intensidade de treino. Solução: fortaleça a musculatura da perna e faça uma boa recuperação entre as séries de corrida.

 

Acesse o link do Portal Sua Corrida: http://www.suacorrida.com.br/destaque_04/volte-a-ativa-apos-uma-lesao/

 

 

 

Nota de falecimento

Sábado, 12 Julho 2014 20:33
Publicado em INSTITUCIONAL

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) se sensibiliza com a morte do comentarista esportivo Dr. Osmar de Oliveira. Ele se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor na próstata e nesta sexta-feira, aos 71 anos, faleceu após uma parada cardíaca. Com sua perda, o jornalismo esportivo não será mais o mesmo. A SBMEE deseja força e paz aos familiares e amigos. Diretoria/SBMEE Foto: Divulgação/Band

 

SBMEE se pronuncia sobre a lesão de Neymar

Quinta, 10 Julho 2014 19:12
Publicado em INSTITUCIONAL

 

"Com o advento da lesão ocorrida com o jogador da Seleção Brasileira de Futebol, Neymar Jr., durante o jogo com a Colômbia, que o tirou dos jogos restantes da Copa do Mundo, houve inúmeras solicitações de pronunciamentos a respeito do caso; e, igualmente, observamos diversas manifestações de profissionais de saúde, inclusive traçando propostas terapêuticas e especulando prognósticos diversos.

 

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) considera que a Medicina é uma ciência e, ao mesmo tempo, uma arte, que tem como pilar fundamental a ética. Para que se emita opinião técnica sobre um caso é necessário estabelecer uma relação médico-paciente, com a realização de anamnese, exame clínico e a análise detalhada dos seus eventuais exames complementares; ademais, para que uma opinião técnica se torne pública, é fundamental contar com o consentimento do paciente, mesmo sendo ele uma figura pública.

 

Desta forma, para garantir uma informação tecnicamente correta e para manter os princípios éticos da profissão médica, a SBMEE entende que deva se pronunciar a respeito do caso do jogador Neymar Jr. apenas o coordenador do Departamento Médico da Seleção Brasileira de Futebol."

 

Diretoria/SBMEE

 

 

Terceira semana de Copa do Mundo

Quarta, 09 Julho 2014 22:04
Publicado em SAÚDE

Durante a semana entre os dias 27 de junho a 05 de julho sem dúvida o principal (e triste) acontecimento foi o acidente que o atacante Neymar sofreu no jogo do dia 04 de julho em Fortaleza. O jogador foi atingido por um chute, que lesionou a sua terceira vértebra lombar. Ele não precisou de cirurgia, mas deve utilizar uma cinta, de modo que está fora do mundial.

 

Quem prestou atenção no jogo reparou que o craque foi levado em uma maca diferente das que costumam ser vistas. É uma maca rígida, também chamada de “maca bandeja” ou “maca cesto”.  Apesar de ser mais difícil e pesada de levar (é preciso quatro pessoas), ela é mais segura, com risco mínimo do jogador cair. No caso do estádio em Fortaleza, que possui escadas para a saída do time, foi bastante eficiente. Há uma espécie de prancha rígida dentro da maca, perfeita em caso de lesões na coluna, por exemplo.

 

Outra novidade desta Copa do Mundo são as malas de emergência, que as equipes recebem com itens como desfibrilador, aspirador manual, glucosimetro, soro e material de infusão.

 

Mas é importante frisar que, acima de tudo, há o treinamento das equipes. “No caso de Fortaleza a equipe já tinha alguma experiência por conta da Copa das Confederações”, disse o Dr. André Pedrinelli, médico do esporte, coordenador médico do Estado de SPpara a Copa do Mundo de 2014 e diretor do Centro Médico de Excelência da Fifa. “Mas é algo pioneiro, de cunho educativo muito forte. Estas equipes foram treinadas várias vezes antes”.

 

De acordo com Pedrinelli, o jogo é assistido pela tevê por uma equipe médica que vê o que acontece no campo. “Se necessário você já abre a porta, abaixa a mesa, como se fosse uma equipe de Fórmula 1”.

 

Sobre a grande quantidade de jogadores que participaram de prorrogação (e portanto esforçam-se mais) Pedrinelli acrescenta que a ênfase na recuperação destes atletas é muito maior. “Há um grande esforço por parte dos preparadores físicos e até de nutricionistas. É comum ver jogadores no banco de reservas tomando shakes específicos”. Um exemplo é o trabalho de uma marca de bebidas isotônicas, que fez um levantamento de análise de perda de fluidos para a seleção brasileira.

 

Outro exemplo foi da seleção alemã, que tem um trabalho sobre análise instantânea do movimento. Neste caso, os jogadores usam uma espécie de cinta com sensor que capta variáveis como velocidade e frequência. É uma estratégia multidisciplinar, que varia de equipe para equipe. A Fifa disponibiliza um milhão de dólares para cada equipe antes do início do campeonato. Mas este valor pode ter um significado diferente para a equipe da Holanda ou do Irã”, lembra Pedrinelli.

 

Argentinos – O jogo do dia 01 de julho foi marcado por alguma perturbação em São Paulo, com quebra de cadeiras e outros incidentes causados pela torcida argentina. “Estudamos a forma como cada torcida se comporta e os argentinos consideramos de médio a alto risco. Ao contrário dos brasileiros, que se dispersam nas arquibancas, a torcida argentina é concentrada e pode acontecer o que chamamos de atitude de emboscada. Foram 175 atendimentos, cinco remoções e, infelizmente, uma pessoa morreu por causa de um aneurisma”. Pedrinelli explica que foi uma fatalidade. “Poderia ter acontecido em qualquer lugar.”

 

Sobre o álcool, Dr. Pedrinelli revela-se contra a liberação nos jogos, pois muito além dos problemas com segurança, sob o efeito do álcool doenças progressistas manifestam-se com mais intensidade e o torcedor pode escorregar da cadeira, por exemplo. “A bebida desidrata e compromete o equilíbrio”, conclui.

 

No dia 19 de junho, durante a Assembléia Geral da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS), realizada durante o 33º Congresso Mundial, na cidade de Québec, Canadá, o Dr. José Kawazoe Lazzoli, médico do esporte da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) foi eleito membro do Comitê Executivo da FIMS, na qualidade de Tesoureiro.

 

A FIMS é a entidade máxima da Medicina do Esporte no plano internacional, congregando especialistas de 117 países dos cinco continentes. O Comitê Executivo (Diretoria) conta igualmente com membros eleitos, que representam as diferentes regiões do planeta.

 

“A responsabilidade é grande. Agradeço muitíssimo a confiança que está sendo em mim depositada; agradeço também ao nosso mentor, Dr. Eduardo Henrique De Rose, grande responsável por eu fazer parte desse seletíssimo grupo; agradeço ao infelizmente já falecido amigo Dr. Marcos Brazão, que no longínquo ano de 1993 me convidou para ser seu Tesoureiro, na Sociedade de Medicina do Esporte do Rio de Janeiro, iniciando ali minha participação nas sociedades da nossa especialidade; agradeço aos amigos e companheiros da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercicio do Esporte, pois a minha presença na Diretoria da FIMS certamente é um dos reflexos do crescimento e da organização da Medicina do Esporte brasileira”, afirma Dr. Lazzoli.

 

Encontre um Especialista

Clique aqui para fazer sua busca por um especialista por Nome ou Cidade
 
ou CADASTRE-SE
Clique aqui para se cadastrar e ter seu nome exibido na listas de especialistas.

Eventos

Mais acessados

Copa Termina com Balanço Positivo para o País e para a Medicina Esportiva

Na última semana da Copa do Mundo no Brasil, o número de atendimentos no

Leia mais »
Volte à ativa após uma lesão

  Que atire o primeiro chip o atleta competitivo – mesmo amador – que ai

Leia mais »
Nota de falecimento

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) se sensi

Leia mais »
SBMEE se pronuncia sobre a lesão de Neymar

  "Com o advento da lesão ocorrida com o jogador da Seleção Brasileir

Leia mais »
Terceira semana de Copa do Mundo

Durante a semana entre os dias 27 de junho a 05 de julho sem dúvida o p

Leia mais »

Últimos comentários